Go North | Crítica


Direção: Matt Ogens
Roteiro: Kyle Lierman / Matt Ogens
Distribuição: Fotos de Gunpowder & Sky Orion
Gênero: Drama / Thriller
Lançamento EUA.: 13 de janeiro de 2017 
Duração: 01h 45min.

Dia após dia, a única coisa que Josh sabe fazer, é viver. Depois de um caos que levou sua cidade a ser abandonada, levando todos e deixando apenas alguns adolescentes e crianças, a cidade está aterrorizadamente na mãos de crianças que não conseguem nem mesmo fazer decisões de suas vidas. Com algumas regras básicas é assim que vão levando. Uma punição para quem descumprir os seguimentos.


Josh vive sozinho numa casa e ainda participa de um tipo de aula ou reunião onde vai aprender a viver e desenvolver trabalhos manuais e pesados com o restante da galera. Há um túnel que dependendo do nível de uma punição, eles deveram atravessar e o medo de todos é ter que passar por ele. A curiosidade de Josh o deixa intrigado ao saber que pode haver outras pessoas em algum lugar. 


Como todo filme, tem sempre que ter um personagem que vai fazer de tudo para impedir essa descoberta. Acontece que nesse filme, o vilão é nada mais que um adolescente emburrado com a vidinha e quer aproveitar ela ao máximo fazendo a vida de outros virarem um inferno literalmente. Tem também aquele sonsão que consegue me deixar com raiva de sua existência. Você sente que ele está lá só para cobrir um espaço e gastar mais dinheiro do orçamento desnecessariamente.


O filme tem sua história principal, mas consegue deixar pior ao caso de não saber contar o que preciso saber. Ele já começa com o guri acordando e vivendo e tal... E acaba de uma forma NADA HAVER. Muito estranha a ideia. Com certeza se explicasse como o tal caos foi causado, eu teria curtido mais. 


Algo salvou. Além de uma péssima interpretação causada pela maioria dos personagens, a direção de arte ficou magnífica, a fotografia desse filme deveria ser premiada. O local para gravações foi de escolha certíssima para a trama e o que mais me animou foi o empenho que teve com esses detalhes. Adorei os planos usados com a intenção de causar uma dramaticidade. Por ser uma produção independente já está ao nível de um bom filme sim, mas dá pra melhorar.


Não é bancando o chato, mas acho que deveria trocar uma parte do elenco. A atriz Sophie Kennedy Clark, que viveu o papel de Jessie no longa, teve uma passagem horrível, muito fraco e eu percebi a não entrega ao filme. Esse filme poderia claro ser muito bom. O enredo está muito bem bolado. Mas sabe aquela ideia de que os atores não estão contente com o personagem e tal?.


Como já frisei, dá sim pra eliminar o ruim e pegar coisas boas. O pecado foi não explicar o porque aconteceu. A trilha e edição está muito bem elaborado. Gostei deles. Pelo que busquei aqui, o filme não foi lançado ainda, mas baixei. Estranho isso. Assista e veja se consegue entender, depois me fala, por favor!

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