Dexter | Crítica


Dexter Morgan (Michael C. Hall) é adotado aos três anos de idade por Harry Morgan (James Remar) e Doris (Kathrin Middleton), depois de ter se tornado órfão. Após detectar sua tendência homicida, o pai de Dexter decide ensinar a ele um código no intuito de canalizar a raiva do filho para situações mais propícias à violência. Nesta nova lógica, Dexter deve matar apenas assassinos de pessoas inocentes com a condição de provar sua culpa. Ele inicia o desenvolvimento de diversas estratégias usando seu conhecimento e a experiência para realizar sua nova função." 
Sinopse retirada do site Adoro Cinema.

Criado por James Manos Jr.
Ano: 2006
Série finalizada.
País de origem: EUA
Gênero: Suspense, drama
Atores: Michael C. Hal, Jennifer Carpenter, etc.


Olá, minha gente... Hoje vou ousar um pouquinho: resolvi apresentar uma série para vocês... Série de TV? Tem na Netflix? Sim e sim (todas as 8 temporadas e seus 96 episódios). O caso é que, como falei em outras conversas, eu tenho um interesse todo especial na psicopatia e outras doenças mentais e essa série trata justamente sobre a vida de um psicopata (que é bem agitada, diga-se de passagem)). Outra informação que me levou a me sentir atraída foi ter sido baseada em uma série de livros escritos por Jeff Lindsay e agora temos a versão em quadrinhos!!

Passadas as apresentações, tenho que contar tudo que posso. Assisti essa série completa dentro de alguns meses e fiquei totalmente absorta pois não conseguia assistir outras (embora tenha assistido muitos filmes). E foi um pacote completo que me encantou: foi a história, o ator, a direção, o tema, o contexto, a trilha sonora (a melodia de abertura é contagiante hahah); tudo me fez amar Dexter. Ele se tornou meu psicopata preferido! Pude perceber a evolução dele como ser humano, mesmo ele se considerando como monstro. E, talvez, principalmente por ele se considerar um monstro; isso faz ele se questionar diversas vezes acerca do porquê da existência dele e o porquê dele ser como é.

De acordo com a Dra. Evelyn Vogel, ele é perfeito, um psicopata perfeito que corresponde, pelo menos ao ver dela, às características de um monstro insensível e sem sentimentos; uma máquina ambulante. Só que ele não é assim!! Se nas primeiras temporadas você tem essa suspeita, as duas últimas berram isso. Essa série me surpreendeu a cada temporada e algumas vezes a cada episódio.  E não foi só o protagonista, foi todo o elenco! Cada ator e atriz incorporou de tal modo os personagens que hoje em dia eu não diferencio a pessoa de seu papel. (me julguem!)

Capa do livro escrito por Jeff Lindsay 

 Mas nem tudo são flores né, minha gente? Teve algumas situações que eu fiquei completamente atordoada e pensei "esse cara quer me fazer de idiota!". Isso por que ou as coisas se prolongavam demais ou aconteciam muito rápido (ninguém ama ou deixa de amar no episódio seguinte e ninguém confia em uma pessoa que apareceu do NADA em 15 minutos de episódio). Não sei como os relacionamentos acontecem lá em Miami, mas aqui no Brasil é tudo bem diferente! rs




Capa da história em quadrinhos.
Olha, depois de assistir tantos episódios – alguns consecutivos – não posso dizer que ela foi ruim. Não faria sentido né? Ela atendeu as minhas expectativas e me deu, em cada finzinho de temporada, a vontade de assistir mais e mais. A gente tenta montar um quebra cabeça mas o resultado é diferente do esperado, e pra mim isso é uma maravilha.



AH! Por falar em finais, preciso compartilhar uma coisa com vocês. O último episódio da última temporada me deixou FULA DA VIDA, me enganou e depois me deixou felicíssima porque foi aí que eu percebi que o amor é tudo, gente. Não falo só do modo romântico, amor de tudo que é jeito e por qualquer coisa. Isso é que importa. Estranho né, uma série sobre um psicopata (que teoricamente não tem sentimentos) que tem como essência valores que "pessoas normais" esquecem todo dia. Esse foi meu jeitinho e enxergar o mundo de Dexter: a luta pela normalidade e também pela individualidade.

Comentários

  1. Estou a processo de um roteiro de um curta-metragem que estou com planos para que se torne um livro. Fala justamente de um psicopata e é enfatizado demais na loucura para com o próximo. Creio que por parte deles, deve haver uma igualdade de "maldades".

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O mundo de uma pessoa considerada psicopata tem traços bem marcantes e acredito que toda obra deve circundar esses traços... Como qualquer exemplar relacionado à patologias mentais me interessa, já estou curiosa por esse curta-metragem. :)

      Excluir
  2. Ainda não terminei essa série, acho ela muito pesada, então vejo aos poucos, uma temporada a cada seis meses hahahaha
    Mas sou apaixonada por ele, me sinto até mal por torcer pra tudo dar certo ahahah
    E me desanimei um pouco também por já saber o que acontece no final, mas pretendo terminar mesmo assim kkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu demorei um pouquinho pra assistir mas só porque eu fico intercalando séries - pra não ficar enjoada rs. Sei desse sentimento: você torce pelo personagem que não é socialmente aceito e se sente mal por ter esses bons sentimentos. Mas tudo bem, ele ganhou nossos corações e não há nada que possamos fazer sobre isso HAHAHA Sobre saber o final, nunca foi motivo pra ficar desanimada... Lembre que entre o início e o fim tem o meio, e às vezes é o meio que importa. ;)

      Excluir
  3. Meu Deus do céu! Agora que sei que tem essa série maravilhosa na Netflix não sei mais o que vai ser da minha filha! Jalysson, você como sempre trazendo coisas deliciosas pra agregar a nossa vida!

    ResponderExcluir
  4. A série está completinha na Netflix, pronta pra ser assistida. Recomendação: faça pipoca, desligue os celulares e aproveite a maratona... não vai se arrepender!

    ResponderExcluir
  5. Gostei da sua crítica sobre a série. Confesso: NUNCA A ASSITI!
    Já tinha ouvido falar. Mas pelo que você citou, parece ser bem legal.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fico muito feliz por ter gostado!! =] Eu realmente adorei essa série, ela me prendeu tanto quanto um livro rs. Assista e vem cá contar sua opinião :)

      Excluir

Postar um comentário

Mais Visitadas do mês

Edgar Allan Poe | Resenha #89

Os Guardiões | Crítica

Eu, Robô | Resenha #88

Obsessões por Livros | TAG

Stranger Things - 1° Temporada