As Vantagens de Ser Invisível | Resenha # 65


Olá pessoas! Como vocês estão? Eu decidi comentar uma leitura que fiz ano passado, mas que retrata muito bem coisas da vida, coisas que todos nós vivemos....

Livro: As Vantagens de Ser Invisível
Título Original: The Perks of Being a Wallflower
Autor (a): Stephen Chbosky
Editora: Rocco
ISBN: 9788532522337
Páginas: 224







Sinopse

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se é real ou imaginário.


Resenha

Como dito na sinopse a visão da vida de Charlie que temos é através de cartas que eles escreve a um amigo que não sabemos quem é. Inclusive no início do livro, Charlie nos deixa claro que mudou o nome de alguns personagens para que não ficasse constrangedor. A história contada por Charlie é da sua própria vida e da forma como ele vê as coisas, seus amigos, suas perdas, suas atitudes e em alguns momentos sua apatia. Temos três personagens principais: Charlie, Sam e Patrick e a história gira basicamente em torno deles e suas interações. No decorrer das cartas, outros personagens vão aparecendo, mas basicamente, temos a visão de Charlie sobre sua amizade com Patrick e sua descoberta da paixão por Sam.


Charlie é um adolescente de 15 anos que vem passando por um período de descobertas, perdas e crescimento. Seu amigo da escola se matou no último ano, e na volta as aulas Charlie se vê em um momento de criar novas amizades. Temos também uma perda anterior que é da Tia de Charlie, e vemos através das cartas que eles eram muito ligados um ao outro. Inclusive essa perda fez com que Charlie tivesse um trauma psicológico que o fez ser internado e ficar longe da escola por um ano. Nesse contexto, Charlie se propõe a deixar de ser expectador e passar a ser personagem principal de sua vida. Há todo momento no livro observamos Charlie dizer que sua proposta é “participar”.



Em muitos momentos, percebemos as fraquezas de Charlie em lidar com assuntos e situações que já ocorreram ou que estão acontecendo no momento.


"Querido amigo,
Estou escrevendo porque ela disse que você me ouviria e entenderia, e não tentou dormir com aquela pessoa na festa, embora pudesse ter feito isso. Por favor, não tente descobrir quem ela é, porque você poderá descobrir quem eu sou, e eu não gostaria que fizesse isso. (...)"


Neste ponto, temos Patrick e Sam que são mais velhos e ajudam Charlie a compreender algumas coisas, mas eles não são de longe professores ou conselheiros de Charlie, são amigos, amigos que o querem bem, mas não ficam o tempo todo dando lição de moral ou dizendo o que Charlie deve fazer. Temos aqui conversas de amigo, aquelas que temos com os nossos amigos mesmo, conversas que são de verdade.


Temos Sam passando por decepção amorosa, temos Patrick enfrentando valentões, temos a irmã de Charlie em um relacionamento abusivo, temos Charlie presenciando uma cena de estupro ( e um estrupo que a gente sabe que acontece e que pode já ter acontecido comigo e com você). E temos uma frase que nos diz muito sobre tudo isso, sobre a vida e sobre como nos comportamos perante ela:


“A gente aceita o amor que acha que merece.”


O que eu achei

Primeiramente gostaria de dizer que assisti primeiro ao filme e depois li o livro. Mas isso não faz mal ou atrapalha em algo. Percebi que o livro tem mais cartas relatando a vida em família, fala mais dos avós maternos e dos paternos, dos irmãos dos primos e da perda da tia, situação que não fica clara no filme. O filme tem mais uma pegada de amigos no ensino médio e de como lidamos com novas descobertas. O filme nos traz mais nostalgia enquanto o livro nos traz mais profundidade. Digo também que, quanto mais jovem mais impactado pela história você será, e se você assim como eu não é mais um adolescente vai reviver todas suas questões e momentos felizes dessa fase. Eu amei o filme, e senti que o livro complementou algumas dúvidas que eu tive. Mas ambos não responderam todas as minhas dúvidas e questões. Mas quem diz que na adolescência a gente sabe exatamente o que está se passando? O que está se sentindo? Existe realmente em nós o desejo profundo de “ Ser Infinito”, e isso consegui carregar para minha fase adulta e acredito que é o que o Charlie, a Sam e o Patrick também levariam.


Eu fiz um vídeo falando dessa leitura, espero que gostem.


Sobre o autor

Stephen Chbosky é um escritor, roteirista e diretor de cinema norte-americano que ficou conhecido pelo livro "The Perks of Being a Wallflower" ("As Vantagens de Ser Invisível") de 1999. Ele também escreveu o roteiro do filme Rent de 2005 e foi co-criador, produtor executivo e roteirista da série de TV da CBS Jericho, que foi ao ar em 2006.

Comentários

  1. Nunca li o livro, mas vi o filme e gostei. Depois de ler a review, talvez dê uma chance ao livro :)

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    Respostas
    1. Faça isso, o livro complementa algumas informações que ficamos sem saber ou que temos dúvida no filme. O livro conta mais da relação do Charlie com a família. Acho que é válido pois é sempre bom ter mais informações sobre os personagens para compor o nosso pensamento crítico sobre a obra. Leia e me conte o que achou!

      Excluir

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