O Androide | Resenha #52


Oi Oi amigos
Tudo certo com vocês?

Você é um robô. Não sente medo, não tem sentimentos por pessoas. O que seria de você?




Título da Obra: O Androide
Autor : Paulo de Castro
Publicado por: Talentos da Literatura Brasileira
Ano de publicação: 2016
Número de páginas: 255






Sinopse

"Percebeu que se, de fato, um Deus que zela pelos humanos existisse, não designaria uma máquina para ser o profeta. Esse Deus, ora cruel, ora misericordioso, nem ao menos permitiria a própria extinção dos seres humanos. Poderia a máquina ser esse Deus, dando vida de novo aos homens?". Esse e outros sinais elétricos varriam o pro­cessador de JPC-7938 com velocidade sobre-humana. Processava uma infinidade de outras informações ao mesmo tempo, o que diminuía ainda mais a energia da sua bateria. Talvez era isso mesmo que ele quisesse, para consumar de uma vez o que já estava fadado ao fracasso. Sua bateria durou quatro horas até o desligamento completo. Nessas intermináveis horas, em que não via nada além da densa neblina, que ofuscava o céu azul, cercado de nuvens brancas, percebeu que tudo não passava de coincidência. Que o planeta fora criado, de fato, ao acaso, e que não havia um destino ou uma missão a ser cumprida; apenas a existência, até o inevitável dia do fim.

Resenha

Em mais um dia tranquilo, nosso protagonista está em um congestionamento. Uma fila de carros é formada. Depois de um zumbido, um projétil acerta em cheio o carro onde ele se encontra com sua amada. Em meio aquele desespero descontrolado, vem um homem gritando em sua direção por socorro. Sua mulher acaba de entrar em trabalho de parto.


[...] Com o passar do tempo as cidades foram tomadas pelo vazio. Tudo nelas foram deixadas para trás sem nem mesmo uma despedida contida. Os humanos criaram robôs com aparências humanas para ajudarem nas produções diárias, em fábricas, e qualquer outra função de um ser humano. Para lembrar, Paulo mantêm as três leis da robótica segundo Isaac Asimov. Tudo estava no controle até o dia em que uma nova atualização é codificada para todos os robôs: "MATAR SERES HUMANOS: AUTORIZADO.".


Depois com todos os humanos extintos, H1N1 torna o mundo apenas deles. Há sentinelas a procura de androides que ajudaram os humanos na época do massacre. Nem todos tiveram acesso a essa atualização, alguns até reagiram contra. JPC-7938 é um deles. Tinha apenas o pensamento de recriar os humanos. Com a ajuda de OPR-4503 e NCL-6062 (ex prostituta) caem de cabeça nessa aventura. Pode ser um grande erro ou a coisa certa a se fazer? 


O androide, como já puderam ver é um livro que mexe de alguma forma com o nosso intelecto. A história é bastante envolvente e Paulo de Castro soube bem retratar cada detalhe. Lendo o prólogo e indo para os capítulos, eu me perdi um pouco - claro que não é lendo vinte páginas que já vou entender toda a premissa, mas pude ter o prazer de ler cada acontecimento com muito afinco e entender que o que ele quis passar é mais do que uma história de ficção.


A cada "flashback" que eu ia lendo, mais vontade eu tinha de conhecer JPC, OPR e NCL. Todos os passados são bem explicados, é uma leitura interessante e eletrizante. Cheio de reações fantásticas e batalhas que são enfrentadas a base de coragem. Os personagens foram construídos perfeitamente. Se tivesse algo a mudar nesse livro, eu diria: NADA.


O tema é bem consumido hoje em dia. A questão da robótica tem se instaurado em nossos últimos anos e veio com força total para a ficção. Digo que é sim, algo difícil de criar. Para isso há de ter tempos de decisão para não poder decepcionar. Paulo está mais do que de parabéns por criar todo esse drama e ação com a mistura de melancolia.


Temos sim um final aberto e não sei se tem ou terá uma continuação. Ele nos deixou claro de que tudo é possível. Basta esperar e ter a certeza. O androide já é um dos mais novos favoritos da minha estante e que claro, recomendarei para todos que curtem esse tema. E se você se interessou, não hesite em dar uma oportunidade. Paulo mostrou como se faz o serviço. Segura gringos.

Sobre o autor


Nasceu em 21 de outubro de 1981, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filho de pai fotógrafo e mãe dona de casa, tem apenas um irmão. Formou-se em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais em junho de 2006. Em fevereiro de 2009, tornou-se funcionário público, ingressando na Biblioteca Camilo Prates, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde atualmente exerce o cargo de bibliotecário. O androide é a sua incursão no mundo dos romances.

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