Olá meus amigos.
Tudo no controle?

Hoje eu estava pensando em um tema bacana para a postagem e olha o que saiu!

Quem é que nunca teve aquele preconceito com literatura nacional? Eu já e muito. Desde criança gostava muito de estudar mas nunca ler um livro, quem dera escrito por um brasileiro.

Eu tinha meio que um nojo por ver aquelas pessoas lendo e fazendo citações de Clássicos Brasileiros. Cheguei no ensino médio e fui começando a tomar conta do quanto eu estava errado com meus conceitos. ATÉ QUE ENFIM!!!


No início da minha vida literária tive acesso a muitos livros internacionais, que até hoje são meus favoritos. Ficção científica me domina de alguma forma excitante. No decorrer desse tempo fui fazendo várias amizades e pude perceber que a leitura era bem mais que livros famosos como por exemplo: Harry Potter - que nunca li e nem assisti a nenhum filme. Fiz amizade com algumas pessoas que meio que me iludiram dizendo "livro bom é livro internacional", "livro brasileiro é uma porcaria", "ninguém gosta de livro nacional". E gente, eu fui ouvindo eles e cai num poço de preguiça para livros do tipo e nunca consegui ler nenhum. Mas um dia um  milagre aconteceu. Me afastei desses amigos e fiquei muito curioso pra ler a famosa obra ALTO DA COMPADECIDA. Eu li e me apaixonei de uma forma obscura por nacionais, sério mesmo. Xinguei essas pessoas profundamente em meus pensamentos que nem falo com mais nenhum. Enfim, hoje sou apaixonado por eles.

Quando eu criei meu Ig no instagram, eu gostava de seguir muitos blogs e editoras. As propagandas que via de livros iam me interessando e fui ficando cada vez mais apaixonado. Criei o blog há um bom tempo (antigamente era em outro servidor). Fui pedindo parcerias com autores nacionais e a cada página que lia de seus livros eu pude ver que existe livros brasileiros bem melhores que muitos livros estrangeiros por ai - não estou desprezando nenhum livro internacional, beleza?.

Fiz muitas amizades com autores como por exemplo o Carlos Barros, Eduardo Sousa, Luis Madureira, Fabrício Maurício, Naty Rangel, Diego Martins Ribeiro e galera, a lista é extremamente enorme. Sem cotar no que essas pessoas me proporcionaram e o prazer de ser mais um leitor de suas obras me deixa muito feliz.

Acho que muitos leitores ainda tem essa coisa de achar que autor brasileiro não escreve bem e o receio de char que não pode satisfazer suas expectativas. Até que o julgamento de leitura é muito pessoal. Mas quem tiver esse preconceito, vou deixar aqui apenas duas palavras:  LEIA NACIONAIS. Tenho certeza de que não irá se arrepender.

Hoje o acesso a livros brasileiros é bem fácil, grandes editoras estão publicando livros. Qual seja o gênero, é um ótimo livro.
Você que é leitor e que ama nacionais, espalhe esse sentimento, dê dicas. Se vocês quiserem depois, eu posso fazer uma lista de alguns livros que já li e que eu recomendo com muito prazer.
Eu assumo de peito cheio que nunca li nenhum clássico, mas... já pedi algumas dicas para algumas pessoas e com certeza estarei lendo todos assim que puder adquiri-los.



Depoimentos



Conheça os livros que estão construindo a nova literatura nacional.
-Cláudio Emanuel(Gaian)



É muito importante valorizarmos a literatura nacional que tem sido cada vez mais deixada para escanteio e assim podemos conhecer até melhor a nossa própria cultura. Sem contar que nós estamos bem aqui do ladinho de todos, prontos para retribuir todo o carinho que recebemos.
-Naty Rangel(Retratos de uma vida)




Há muitos autores que falam sobre a importância da leitura literária, dentre eles é consenso as opiniões de que a obra literária contribui para o desenvolvimento de nossa carga de humanidade e a ampliação de nossa imaginação. Em ambos casos, tanto os clássicos quanto as obras contemporâneos podem ser mencionados; as estrangeiras e, também, as brasileiras. Mas é preciso considerar uma vantagem da literatura brasileira: nos reconhecemos mais facilmente, por se tratar de assuntos próprios à nossa realidade. Dessa forma, Alencar, Machado, Drummond, Vinicíus, Clarice, Cecília, Raquel, Guimarães Rosa, Hilda Hilst, Bonassi, Scliar, Affonso Ferreira são imprescindíveis para entendermos nossa identidade cultural ali registrada nas obras. Em um tempo chamado de hiper/super/ultramoderno, no qual o homem fala em colonizar marte, a literatura dos autores citados e de tantos outros brasileiros, dos consolidados e dos que usam blogs ou sarais para se expressar, deve ser lida/ouvida/difundida. Ela pode nos humanizar, nos ensinar a lidar com as diferenças e combater os extremismos, preconceitos e reducionismos tão presentes no dia a dia. 
- Willian Junio de Andrade (professor de literatura, Fractal, Podium e Fanap)



Um bom livro nacional,
mexe com o emocional,
o leitor o lê sem parar,
e chora ao terminar.
Luis Madureira(Série Award)




Olá pessoal que segue Um Simples Leitor!
Sou Diego Martins Ribeiro, autor de O Clã dos Quatro Guerreiros.
Vamos falar um pouco de literatura nacional?
Não me levem a mal, muitos dos meu livros favoritos são internacionais. Mas a questão é: não compro livros baseado em sua nacionalidade.
Infelizmente, ainda há muito preconceito contra a literatura nacional, mas, ao mesmo tempo, muitos leitores e blogs têm se empenhado para divulgar e valorizar nosso trabalho. A essas pessoas só posso dizer: Adoro vocês <3
Antes de dizer que não gostam de literatura nacional, experimentem. Mas experimentem de mente aberta, não já com aquela certeza de que não irão gostar.
Há muitos e muitos livros, basta encontrar aquele que lhe agrade.
Um beijo a todos! ;)
Diego Martins Ribeiro(O clã dos 4 guerreiros) 



Tentei escrever esse texto diversas vezes, mas acabava descartando. Não queria que ele fosse demasiado pessimista. Mas, na verdade, o problema não está no texto, uma vez que ele continha todas as verdades que aprendi nessa aventura pela busca de uma editora. O problema estava no que eu não contei.
Assim, nesse, que espero seja o texto definitivo, não vou enfatizar alguns fatos.
Não vou dizer que nenhuma grande editora aceita obras com mais de trezentas páginas de autores desconhecidos, porque o custo é maior e temem o prejuízo de vendas fracas, sem mencionar uma maior campanha de marketing.
Não vou dizer que a enorme maioria das editoras pequenas realizam apenas um trabalho gráfico de impressão, uma vez que o autor arca com a metade dos custos de publicação e praticamente não existe divulgação ou revisão.
Não vou dizer que quase todas as editoras não se dispõem a dar um retorno quando à leitura do original enviado, informando apenas que entram em contato caso a obra agrade.
Não vou dizer que quase todas frisam que se o original não estiver dentro dos parâmetros de letra, espaçamento e margem, não será lido.
Nem vou dizer que grande parte nem recebe originais, prefere apenas um resumo de poucas linhas da história, como se isso fosse suficiente para qualificar a qualidade da obra.
Também não vou dizer que as grandes editoras encaminhas os originais para blogs parceiros lerem e não o editor.
Não vou dizer que mesmo as editoras grandes preferem concentrar o marketing em quem já é conhecido e deixam o autor de primeiro livro trabalhar na sua própria divulgação.
E não vou dizer que quase todas deixam claro que não desejam que o autor pergunte sobre a obra que enviou, nem sequer se a receberam, explicando que o contato não será retornado.
Vou me concentrar em explicar que fiquei um ano escrevendo Fugitivos nas madrugadas dos dias de semana, uma vez que trabalho o dia todo e reservo os fins de semana para lazer. Vou dizer como foi emocionante entregar a obra impressa na Biblioteca Nacional e receber o certificado de direitos de cópia. Vou dizer que apesar de tudo o que não disse, continuei procurando editora, até que uma se interessou em arriscar na publicação de uma obra de tantas páginas. E vou dizer que foi único o dia que assinei contrato e iniciei oficialmente o processo de publicação.
Mas tudo isso que não disse e disse fica opaco diante do que realmente aprendo e conheci nesse período. Eu conheci pessoas incríveis. Não pessoalmente, mas virtualmente. Através das redes sociais, como o instagram, facebook, twitter e, de forma mais direta, através de grupos de conversa do whatsapp. Sem esquecer de mencionar também os blogs, a máquina que trata da divulgação da maioria dos livros vendidos no Brasil e que é tratada com cautela pelas editoras, para que os blogs não vejam que são o meio de marketing mais amplo e barato usado por essas mesmas editoras.
Em poucos meses, uma verdadeira legião de fãs se formou em volta de um livro que não leram, que conheceram apenas a sinopse e uma capa feita de forma precária por mim. Eles em nenhum momento cobraram qualquer retorno de mim, apenas a promessas de que um dia o livro estaria à venda e que eles poderiam ler.
Mais que isso, eu conheci muitas histórias pessoais, algumas alegres, outras nem tanto. História semelhantes às que meu livro narrava. Pessoas semelhantes às que meu livro dava a conhecer. Fiz amizades. Recebi ajuda. Dei ajuda. Fizemos brincadeiras, sorteios, jogos. Criamos situações onde todos se encontravam e se conheciam pessoalmente. Ouvi confidências e contei confidências. Fiz vínculos que levarei por toda minha vida.
 Assim, o que aprendi escrevendo e publicando Fugitivos? Que a vida real, as pessoas reais, são muito mais emocionantes, misteriosas, heroicas e determinantes que qualquer personagem do melhor livro já escrito. Aprendi que o laço humano é algo único e que precisa ser cultivado com todo o amor e atenção que dispuser. Seja ele presencial, através da Internet ou de um aplicativo para celular. O que recebi em troca, foi a maior conquista que poderia conseguir.
 E quanto ao que eu não disse, esqueça. Dificuldades todos encontramos. Passe por elas, sejam quais forem, e persiga seu sonho até conseguir realizá-lo. Não desanime. Não desista. Tenho certeza de que não se arrependerá. 
-Carlos Barros(Fugitivos)





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